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Cardo-de-coalho

Cynara cardunculus

Família · Asteraceae · Inofensiva

Comestível
Cardo-de-coalho (Cynara cardunculus)Cardo-de-coalho (Cynara cardunculus)
Petro Stelte, CC BY-SA 4.0 · Petro Stelte, CC BY-SA 4.0

O cardo grande e cinzento dos campos secos, de capítulos azul-arroxeados do tamanho de um punho. É com as flores secas deste cardo que se coalha o leite dos queijos de ovelha da Serra, do Alentejo e da Extremadura, e é por isso que tem nome de coalho.

Onde cresce

Campos e pastagens · Bermas e baldios · Montado · Matos

Também conhecida por

cardo, cardo-do-coalho, alcachofra-brava-maior

Em flor

Como se distingue

Planta robusta de um a dois metros, toda coberta de pêlo branco que lhe um aspecto acinzentado. Folhas enormes, profundamente recortadas, com um espinho amarelo forte em cada ponta e a nervura central branca e larga. Os capítulos são solitários, com quatro a seis centímetros, e as brácteas do invólucro acabam em espinhos rijos. As flores são azul-arroxeadas e os estigmas saem em pincel.

Com o que se confunde

Alcachofra-brava

Cynara humilis

Confusão inócua

A alcachofra-brava é baixa, quase sem caule, com os capítulos a sair do meio de uma roseta rente ao chão. O cardo-de-coalho é alto e ramificado. As duas servem para coalhar e nenhuma é perigosa.

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Cardo-negro

Onopordum acanthium

Confusão inócua

O cardo-negro tem asas espinhosas a correr ao longo do caule, de alto a baixo, que o cardo-de-coalho não tem. Nenhum é perigoso, e nenhum se agarra sem luvas.

Para que serve

As flores secas são o coalho vegetal tradicional dos queijos de ovelha da Península, e é um uso vivo e não histórico. Os pecíolos das folhas foram comidos como cardo de horta, branqueados. Os espinhos são fortes: luvas.

Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.

Onde aparece

Península Ibérica
Madeira

Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.

Fontes

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