Cardo-negro
Cirsium vulgare
Família · Asteraceae · Incomoda


O cardo grande e roxo das bermas e dos campos abandonados, com uma coroa de flores púrpura no topo de um cesto todo espinhado. É o cardo que quase toda a gente tem na cabeça quando ouve a palavra.
Bermas e baldios · Campos e pastagens · Cidade e estrada · Serra
Também conhecida porcardo-comum, cardo-de-lanças, cardo-roxo
Como se distingue
Até um metro e meio, com o caule alado por asas espinhosas contínuas que descem da base das folhas. Folhas muito recortadas, ásperas por cima, com um espinho forte e amarelado na ponta de cada lóbulo. Capítulos grandes, solitários, com brácteas em espinhos rectos apontados para fora.
Com o que se confunde
Cardo-de-burro
Onopordum acanthium
O de burro é muito maior e todo branco-acinzentado de pelo lanoso, e as folhas não são ásperas ao tacto; o cardo-negro é verde-escuro e áspero por cima como uma lixa fina. Ambos só picam.
Para que serve
O receptáculo, a parte carnuda debaixo das flores, foi comido em anos de fome em toda a Europa, depois de raspados os espinhos e cozido, como uma alcachofra pobre. Trabalho enorme para muito pouco: é história, não é receita.
Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.
Onde aparece
Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.
Fontes
Comunidade
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