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Romãzeira

Punica granatum

Família · Lythraceae · Incomoda

ComestívelUso tradicional
Romãzeira (Punica granatum)Romãzeira (Punica granatum)
Jules Verne Times Two, CC BY-SA 4.0 · Ivar Leidus, CC BY-SA 4.0

O arbusto de flores vermelho-fogo em forma de trombeta carnuda, que sobrevive décadas em muros de quinta abandonada e continua a dar romãs. Chegou com os árabes e ficou por toda a Península.

Onde cresce

Campos e pastagens · Matos · Muros e pedras · Bermas e baldios

Também conhecida por

romeira, milgranada

Em flor
Com fruto

Como se distingue

Arbusto ou arvorezinha de ramos rígidos, muitas vezes acabados em espinho, com folhas opostas, estreitas, brilhantes e de um verde que avermelha ao brotar. Flores de cinco a sete pétalas encarnadas amarrotadas, dentro de um cálice grosso e carnudo em forma de jarro, que depois se torna a coroa da romã.

Com o que se confunde

Medronheiro

Arbutus unedo

Confusão inócua

Confundem-se ao longe pelo fruto redondo e vermelho no mato. O medronho é granuloso por fora, mole e de folha persistente e serrada; a romã é lisa, dura, tem uma coroa de dentes no topo e a árvore tem folhas estreitas e brilhantes. Ambos os frutos se comem.

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Para que serve

A polpa que envolve as sementes come-se e é fruta de mercado. A casca do fruto e a raiz têm uso medicinal tradicional, mas a casca da raiz contém alcaloides que em dose alta são cardiotóxicos e causaram intoxicações graves: é uso histórico e não se repete em casa.

Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.

Com usos tradicionais documentados. Não é indicação terapêutica nem dose.

Fontes