Narciso-das-areias
Pancratium maritimum
Família · Amaryllidaceae · Intoxica
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Esta planta, ou uma que se parece com ela, é perigosa. Identificar não é autorizar: nenhuma app tem autoridade para te dizer que podes comer ou tocar numa planta.
Emergência

A flor branca e enorme que abre em plena duna no auge do verão, quando tudo à volta está seco, e liberta um perfume intenso ao anoitecer. É das plantas mais ameaçadas do litoral.
Duna e areal
Também conhecida porlírio-das-areias, cebola-albarrã-branca, açucena-da-praia
Como se distingue
Folhas em fita azul-acinzentadas, torcidas, que saem de um bolbo enterrado fundo na areia. Haste grossa com três a quinze flores brancas de dez a quinze centímetros, com seis peças estreitas e uma coroa central em funil membranoso com doze dentes. Perfume forte e doce à noite, para atrair borboletas nocturnas.
Com o que se confunde
Sem sósias perigosas conhecidas na Península Ibérica.
Para que serve
Nenhum
Contém licorina e pancratistatina e o bolbo é tóxico. O verdadeiro problema é outro: as populações desapareceram de grande parte do litoral por pisoteio e por gente que arranca os bolbos para o jardim. Pisar a duna onde ela cresce basta para a matar.
A lei diz
Protegida em Portugal e em várias comunidades espanholas. Não se colhe, não se arranca e não se sai dos passadiços na duna.
Onde aparece
Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.
Fontes
Comunidade
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