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Inhame

Colocasia esculenta

Família · Araceae · Intoxica

TóxicaIrritanteComestívelInvasora

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Esta planta, ou uma que se parece com ela, é perigosa. Identificar não é autorizar: nenhuma app tem autoridade para te dizer que podes comer ou tocar numa planta.

Emergência
Inhame (Colocasia esculenta)Inhame (Colocasia esculenta)
Taro_leaf_underside,_backlit_by_sun.jpg: Avenue Derivative work: Avenue (talk), CC BY-SA 3.0 · Didier Descouens, CC BY-SA 4.0

A planta de folhas enormes em coração que enche as ribeiras dos Açores e da Madeira. O tubérculo é comida tradicional depois de bem cozido, e é violentamente irritante cru.

Onde cresce

Ribeiros e valas · Campos e pastagens · Bermas e baldios

Também conhecida por

inhame-dos-açores, taro, orelha-de-elefante

Em flor

Como se distingue

Folhas enormes, de trinta a sessenta centímetros, em coração ou escudo, com o pé preso ao interior da lâmina e não à margem, o que é a marca do género. Verde-baças e com a água a escorrer em gotas redondas. Inflorescência típica das aráceas, um dedo amarelado dentro de uma espata verde-clara. Rizomas e tubérculos grossos.

Com o que se confunde

Jarro

Arum italicum

Confusão que intoxica

São da mesma família e partilham os cristais que perfuram. O jarro é bem mais pequeno, tem folhas com nervuras claras e o pé preso à margem da lâmina; o inhame tem folhas gigantes com o pé preso ao meio. O jarro não se come de maneira nenhuma.

Para que serve

O tubérculo é alimento tradicional nos Açores e na Madeira, cozido durante muito tempo, e as folhas novas também se comem cozidas. Cru é outra coisa: como todas as aráceas tem cristais de oxalato de cálcio em agulha que perfuram as mucosas, e uma dentada em inhame cru fecha a garganta. Nunca se prova cru, e o cozimento não é opcional.

Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.

Onde aparece

Península Ibérica
Açores
Madeira

Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.

Fontes

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Comunidade

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