Espargo-bravo-do-sul
Asparagus aphyllus
Família · Asparagaceae · Incomoda


O espargo selvagem mais comum de Portugal, um arbusto duro e espinhoso de mato mediterrânico cujos rebentos da primavera são colhidos há séculos.
Matos · Montado · Muros e pedras · Duna e areal
Também conhecida porespargo-do-mato, espargueira-brava, corruda
Como se distingue
Arbusto rígido e muito ramificado, sem folhas verdadeiras: o que parecem agulhas são cladódios, ramos transformados, agrupados em molhos e terminados em ponta picante. Flores verde-amareladas minúsculas e pendentes no outono. Bagas vermelhas no inverno. Os rebentos novos saem direitos do chão na primavera.
Com o que se confunde
Espargo-selvagem
Asparagus acutifolius
São muito parecidos e os rebentos dos dois se comem. Os cladódios deste são maiores, mais rijos e em menor número por molho; os do acutifolius são muito finos e em molhos densos de dez ou mais. Nenhum é perigoso.
Para que serve
Os rebentos da primavera são tradição viva em todo o sul, cozidos ou em omeleta, mais amargos do que o espargo de horta. As bagas vermelhas não se comem. Como em qualquer colheita, longe de estradas e de terreno tratado, e nunca arrancando a cepa, que leva anos a refazer-se.
Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.
Onde aparece
Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.
Fontes
Comunidade
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