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Espargo-bravo-do-sul

Asparagus aphyllus

Família · Asparagaceae · Incomoda

Comestível
Espargo-bravo-do-sul (Asparagus aphyllus)Espargo-bravo-do-sul (Asparagus aphyllus)
Frank Vincentz, CC BY-SA 3.0 · Krzysztof Ziarnek, Kenraiz, CC BY-SA 4.0

O espargo selvagem mais comum de Portugal, um arbusto duro e espinhoso de mato mediterrânico cujos rebentos da primavera são colhidos há séculos.

Onde cresce

Matos · Montado · Muros e pedras · Duna e areal

Também conhecida por

espargo-do-mato, espargueira-brava, corruda

Em flor
Com fruto

Como se distingue

Arbusto rígido e muito ramificado, sem folhas verdadeiras: o que parecem agulhas são cladódios, ramos transformados, agrupados em molhos e terminados em ponta picante. Flores verde-amareladas minúsculas e pendentes no outono. Bagas vermelhas no inverno. Os rebentos novos saem direitos do chão na primavera.

Com o que se confunde

Espargo-selvagem

Asparagus acutifolius

Confusão inócua

São muito parecidos e os rebentos dos dois se comem. Os cladódios deste são maiores, mais rijos e em menor número por molho; os do acutifolius são muito finos e em molhos densos de dez ou mais. Nenhum é perigoso.

Ver ficha

Para que serve

Os rebentos da primavera são tradição viva em todo o sul, cozidos ou em omeleta, mais amargos do que o espargo de horta. As bagas vermelhas não se comem. Como em qualquer colheita, longe de estradas e de terreno tratado, e nunca arrancando a cepa, que leva anos a refazer-se.

Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.

Fontes