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Erva-dos-cantores

Sisymbrium officinale

Família · Brassicaceae · Inofensiva

ComestívelUso tradicional
Erva-dos-cantores (Sisymbrium officinale)Erva-dos-cantores (Sisymbrium officinale)
Krzysztof Ziarnek, Kenraiz, CC BY-SA 4.0 · Krzysztof Ziarnek, Kenraiz, CC BY-SA 4.0

A crucífera magra de bermas e entulho com um esqueleto rígido de ramos abertos quase em ângulo recto, e vagens finas coladas ao caule. Foi durante séculos o remédio dos cantores para a rouquidão.

Onde cresce

Cidade e estrada · Bermas e baldios · Campos e pastagens · Muros e pedras

Também conhecida por

rinchão, mostarda-das-sebes, erva-da-voz

Em flor

Como se distingue

Silhueta inconfundível: os ramos saem do caule quase na horizontal e a planta parece um candelabro rígido. Flores amarelas minúsculas, de dois a três milímetros, agrupadas na ponta de cada ramo. As vagens são finas, cónicas, de um a dois centímetros, e ficam encostadas ao ramo, quase paralelas. Folhas de baixo profundamente recortadas.

Com o que se confunde

Saramago

Raphanus raphanistrum

Confusão inócua

Crescem na mesma berma e as folhas de baixo são parecidas. O saramago tem flores grandes, de dois centímetros, brancas ou amarelo-pálidas com veios roxos; a erva-dos-cantores tem flores minúsculas de dois a três milímetros e vagens coladas ao ramo. Ambas se comeram cozidas.

Para que serve

Xarope tradicional para a rouquidão e para a voz em toda a Europa, com estudos modernos que lhe reconhecem efeito na irritação da garganta. As folhas novas foram comidas cozidas, picantes. Uso tradicional, e não se colhe em berma de estrada.

Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.

Com usos tradicionais documentados. Não é indicação terapêutica nem dose.

Onde aparece

Península Ibérica
Açores

Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.

Fontes

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