Erva-dos-cantores
Sisymbrium officinale
Família · Brassicaceae · Inofensiva


A crucífera magra de bermas e entulho com um esqueleto rígido de ramos abertos quase em ângulo recto, e vagens finas coladas ao caule. Foi durante séculos o remédio dos cantores para a rouquidão.
Cidade e estrada · Bermas e baldios · Campos e pastagens · Muros e pedras
Também conhecida porrinchão, mostarda-das-sebes, erva-da-voz
Como se distingue
Silhueta inconfundível: os ramos saem do caule quase na horizontal e a planta parece um candelabro rígido. Flores amarelas minúsculas, de dois a três milímetros, agrupadas na ponta de cada ramo. As vagens são finas, cónicas, de um a dois centímetros, e ficam encostadas ao ramo, quase paralelas. Folhas de baixo profundamente recortadas.
Com o que se confunde
Saramago
Raphanus raphanistrum
Crescem na mesma berma e as folhas de baixo são parecidas. O saramago tem flores grandes, de dois centímetros, brancas ou amarelo-pálidas com veios roxos; a erva-dos-cantores tem flores minúsculas de dois a três milímetros e vagens coladas ao ramo. Ambas se comeram cozidas.
Ver ficha →Para que serve
Xarope tradicional para a rouquidão e para a voz em toda a Europa, com estudos modernos que lhe reconhecem efeito na irritação da garganta. As folhas novas foram comidas cozidas, picantes. Uso tradicional, e não se colhe em berma de estrada.
Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.
Com usos tradicionais documentados. Não é indicação terapêutica nem dose.