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Erva-cobra

Dracunculus vulgaris

Família · Araceae · Intoxica

TóxicaIrritante

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Esta planta, ou uma que se parece com ela, é perigosa. Identificar não é autorizar: nenhuma app tem autoridade para te dizer que podes comer ou tocar numa planta.

Erva-cobra (Dracunculus vulgaris)Erva-cobra (Dracunculus vulgaris)
Jörg Hempel, CC BY-SA 3.0 de · H. Zell, CC BY-SA 3.0

A planta que ninguém esquece depois de a cheirar: uma espata roxa de quarenta centímetros com um espadice preto ao meio, que durante um dia cheira a carne podre para atrair moscas. Toda ela é tóxica e o sumo irrita a pele e a boca.

Onde cresce

Muros e pedras · Bermas e baldios · Carvalhal · Cidade e estrada

Também conhecida por

jarro-bravo, serpentária, dragoeiro-menor

Em flor
Com fruto

Como se distingue

Meio metro a um metro. O caule é verde com manchas escuras irregulares, como a pele de uma cobra, e daí o nome. As folhas são grandes e divididas em segmentos abertos em leque. A inflorescência não tem confusão possível: uma espata larga, roxo-escura por dentro, envolvendo um espadice preto e direito que sai para fora. Cheira mal durante um dia e depois deixa de cheirar. No fim do verão sobram bagas vermelho-alaranjadas apertadas numa espiga.

Com o que se confunde

Jarro-dos-campos

Arum italicum

Confusão que intoxica

O jarro-dos-campos tem espata esbranquiçada ou verde-clara e espadice amarelo, folhas em ponta de seta com nervuras claras, e não cheira mal. A erva-cobra tem espata roxo-escura, espadice preto e caule malhado. As duas são tóxicas e nenhuma se leva à boca.

Para que serve

Nenhum uso que se recomende. Foi planta de superstição e de jardim de curiosidade. O sumo tem cristais de oxalato de cálcio que ardem e incham a boca, e as bagas são tóxicas e atraentes para crianças. Não se toca sem luvas e não se leva para casa.

Onde aparece

Península Ibérica

Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.

Fontes

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