Cardo-corredor
Eryngium campestre
Família · Apiaceae · Incomoda


O cardo esbranquiçado que enche pastagens secas e que, ao secar, se solta do chão e rola com o vento pelos campos de Castela. Não é um cardo verdadeiro: é uma umbelífera disfarçada.
Campos e pastagens · Bermas e baldios · Montado · Serra
Também conhecida porcardo-do-campo, cardo-branco, eringe
Como se distingue
Toda a planta é rija, esbranquiçada e espinhosa, com folhas coriáceas muito recortadas e nervuras claras. As flores juntam-se em cabeças ovais esverdeadas, rodeadas de brácteas em estrela. Cresce isolada em terreno seco e pisado.
Com o que se confunde
Cardo-marítimo
Eryngium maritimum
O sítio resolve: o marítimo só cresce em areia de praia e é azulado; o corredor vive em campos secos do interior e é esbranquiçado. E o marítimo é protegido, este não.
Para que serve
A raiz teve uso na medicina popular como diurético, e em Castela o cardo seco é sinal de sítio onde nasce a seta de cardo, um cogumelo muito procurado que cresce nas suas raízes mortas. É a única razão pela qual esta planta aparece em conversa de cogumelos.
Com usos tradicionais documentados. Não é indicação terapêutica nem dose.
Onde aparece
Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.
Fontes
Comunidade
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