Caniço
Phragmites australis
Família · Poaceae · Inofensiva


O canavial que cobre margens de rios, valas e sapais, com hastes de dois a quatro metros e panículas sedosas que ficam todo o inverno a prata. Onde ele está, a água está por perto, e é essa a informação que dá a quem caminha.
Ribeiros e valas · Campos e pastagens · Duna e areal
Também conhecida porcana-do-brejo, carriço, caniça
Como se distingue
Haste fina, direita e oca, de dois a quatro metros, com folhas planas de dois a cinco centímetros de largura que saem para os lados e giram com o vento. A panícula é grande, mole e inclinada, castanho-arroxeada em agosto e prateada depois, e mantém-se seca até à primavera seguinte. Forma manchas contínuas, todas da mesma altura, porque se espalha por rizomas.
Com o que se confunde
Cana
Arundo donax
A cana é mais grossa, com o caule do calibre de um dedo e lenhoso, e as folhas abraçam-no em duas filas como uma bandeira. O caniço é fino como um lápis e a panícula é mole e inclinada. A cana é invasora, o caniço é nativo.
Ver ficha →Para que serve
Cobriu telhados, fez esteiras, cestos e tabiques, e serviu de cama para o gado. Hoje planta-se de propósito em leitos de macrófitas para tratar águas residuais, porque as raízes filtram. Nada disto é uso alimentar.
Onde aparece
Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.