Abrótea
Asphodelus ramosus
Família · Asphodelaceae · Incomoda


A haste alta e ramificada coberta de flores brancas com uma risca castanha em cada peça, que cobre encostas inteiras de mato degradado na primavera. Onde há muita abrótea, houve fogo ou gado a mais.
Matos · Campos e pastagens · Bermas e baldios · Montado
Também conhecida porgamão, abrótea-grande, haste-de-são-josé
Como se distingue
Folhas basais largas, achatadas em fita e azuladas, que saem de um tufo de raízes tuberosas. Haste robusta de um a um metro e meio, muito ramificada, com dezenas de flores brancas de seis peças, cada uma com uma nervura castanha ou avermelhada ao meio. Frutos redondos e verdes do tamanho de uma ervilha grande.
Com o que se confunde
Abrótea-de-cana
Asphodelus fistulosus
As folhas decidem: largas e achatadas na abrótea grande, cilíndricas e ocas como palhinhas na de cana. E a grande é bem mais alta e robusta. Nenhuma se come.
Ver ficha →Para que serve
Os tubérculos foram comidos em fome extrema depois de cozidos várias vezes, e serviram sobretudo para fazer cola e álcool. Crus são adstringentes e irritantes. O gado não a come, e é por isso que domina pastagens sobre-exploradas: sobra ela.