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Tabaqueira

Solanum mauritianum

Família · Solanaceae · Pode matar

TóxicaInvasora

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Esta planta, ou uma que se parece com ela, é perigosa. Identificar não é autorizar: nenhuma app tem autoridade para te dizer que podes comer ou tocar numa planta.

Emergência
Tabaqueira (Solanum mauritianum)Tabaqueira (Solanum mauritianum)
Margaret Donald, CC BY-SA 2.0 · Peter Greenwell, CC BY-SA 3.0

A árvore sul-americana que invade as ribeiras da Madeira, com folhas grandes e aveludadas que cheiram mal e cachos de bagas amarelas que parecem frutos e matam crianças.

Onde cresce

Bermas e baldios · Ribeiros e valas · Carvalhal · Cidade e estrada

Também conhecida por

árvore-do-tabaco, tabaco-bravo-da-madeira, solano-lanudo

Em flor
Com fruto

Como se distingue

Arvorezinha de dois a dez metros, com tudo coberto de pelo curto e denso que lhe dá um tacto de feltro e um tom cinzento-esverdeado. Folhas grandes e alongadas, com duas orelhas pequenas na base do pé. Flores roxo-pálidas com o centro amarelo, em ramalhetes. Bagas redondas amarelas de um a um centímetro e meio, em cachos densos. Cheiro desagradável ao esmagar a folha.

Com o que se confunde

Tabaco-bravo

Nicotiana glauca

Confusão que intoxica

Os dois são arvorezinhas de nome parecido e ambos são tóxicos. O tabaco-bravo é liso e azulado, sem pelo nenhum, e tem flores amarelas em trombeta comprida; a tabaqueira é aveludada ao toque e tem flores roxas pequenas e bagas amarelas.

Para que serve

Nenhum

As bagas amarelas contêm solasodina em quantidade alta e são responsáveis por intoxicações graves e por mortes de crianças na África do Sul e na Nova Zelândia, precisamente porque parecem fruta e estão à altura de uma mão pequena. O pó dos pelos irrita as vias respiratórias de quem a corta.

A lei diz

Espécie exótica invasora listada em Portugal. Não se planta nem se propaga.

Onde aparece

Península Ibérica
Açores
Madeira

Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.

Fontes

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