Polipódio
Polypodium cambricum
Família · Polypodiaceae · Inofensiva


O feto que cresce em cima de muros e de troncos de árvore sem lhes tirar nada, e que faz o contrário de todos os outros: seca no verão e nasce em setembro, quando começa a chover.
Muros e pedras · Carvalhal · Serra · Ribeiros e valas
Também conhecida porfeto-doce, fentelha, erva-doce-dos-muros
Como se distingue
Fronde dividida uma só vez, em lóbulos alongados e alternos ao longo de um eixo verde, com aspecto de pente largo. No reverso, pontos redondos e alaranjados bem alinhados, que são os esporângios. Rizoma rastejante, coberto de escamas castanhas, à vista sobre a pedra.
Com o que se confunde
Avenca-brava
Asplenium onopteris
O polipódio tem a fronde dividida uma só vez, em lóbulos largos como um pente; a avenca-brava tem a fronde dividida três vezes, com aspecto de renda.
Para que serve
O rizoma tem sabor adocicado e foi mascado e usado em xaropes na medicina popular europeia, o que lhe deu o nome de feto-doce. Não é parasita: usa a árvore ou o muro como poleiro e alimenta-se da chuva e da matéria que se acumula na fenda.
Com usos tradicionais documentados. Não é indicação terapêutica nem dose.
Onde aparece
Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.
Fontes
Comunidade
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