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Figueira-do-inferno-grande

Euphorbia mellifera

Família · Euphorbiaceae · Pode matar

TóxicaIrritanteProtegida

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Esta planta, ou uma que se parece com ela, é perigosa. Identificar não é autorizar: nenhuma app tem autoridade para te dizer que podes comer ou tocar numa planta.

Emergência
Figueira-do-inferno-grande (Euphorbia mellifera)Figueira-do-inferno-grande (Euphorbia mellifera)
en:user:Ramin Nakisa, CC BY-SA 3.0 · El Funcionario, CC BY-SA 4.0

A maior euforbiácea da Europa, uma árvore de oito metros que cheira intensamente a mel quando floresce. Está em perigo crítico na Madeira e é tão tóxica como as primas pequenas.

Onde cresce

Carvalhal · Serra · Ribeiros e valas

Também conhecida por

euforbia-do-mel, leiteira-grande-da-madeira

Em flor

Como se distingue

Arvoreta de três a oito metros, com ramos grossos e rosetas de folhas no topo. Folhas alongadas, verde-escuras e brilhantes, com uma nervura central clara bem marcada. Inflorescências verde-amareladas em ramalhetes, com um cheiro a mel que se sente a metros. Látex branco abundante em qualquer corte. Distribuição: endemismo da Madeira.

Com o que se confunde

Figueira-do-inferno

Euphorbia piscatoria

Confusão que intoxica

As duas são madeirenses e as duas queimam. A dos pescadores é um arbusto de costa seca com ramos nus e folhas estreitas só na ponta; esta é uma árvore de floresta húmida com folhas largas e cheiro a mel. O látex das duas é igualmente perigoso.

Para que serve

Nenhum

O cheiro a mel atrai e engana: o látex queima a pele e causa lesões graves na córnea, como em toda a família. Restam poucas centenas de exemplares selvagens na Madeira, embora seja muito cultivada em jardins europeus.

A lei diz

Espécie protegida na Madeira e em perigo crítico. Não se colhe nem se corta.

Onde aparece

Península Ibérica
Madeira

Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.

Fontes

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