Figueira-da-índia
Opuntia ficus-indica
Família · Cactaceae · Intoxica
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Esta planta, ou uma que se parece com ela, é perigosa. Identificar não é autorizar: nenhuma app tem autoridade para te dizer que podes comer ou tocar numa planta.
Emergência

O cato de raquetas que cobre encostas secas de todo o sul e que dá o figo-da-índia. Veio do México no século XVI, alastrou sozinho e é hoje invasora declarada. Os espinhos que fazem mal não são os grandes.
Matos · Muros e pedras · Bermas e baldios · Campos e pastagens
Também conhecida portabaibeira, piteira-falsa, figueira-do-inferno
Como se distingue
Raquetas achatadas verde-azuladas, de vinte a cinquenta centímetros, empilhadas umas nas outras. Sobre elas, aréolas com espinhos longos e brancos e, sobretudo, tufos de gloquídios: pelos minúsculos, barbados e amarelados, que se soltam ao mais leve toque. Flores amarelas grandes na borda da raqueta, frutos ovais alaranjados ou avermelhados.
Com o que se confunde
Figueira-da-índia-de-dillen
Opuntia dillenii
A de Dillen tem espinhos amarelos muito longos, curvos e em maior número, e o fruto é mais pequeno e ácido; a comum tem poucos espinhos grandes e fruto maior e doce. As duas têm os mesmos gloquídios, que são o verdadeiro problema de ambas.
Para que serve
O fruto come-se e vende-se em feiras do sul, e as raquetas novas são hortaliça no México. O problema são os gloquídios: espetam-se aos milhares na pele e na boca, são quase invisíveis e levam dias a sair. Colher sem luvas grossas e sem escovar o fruto é garantia de horas desagradáveis, e nos olhos causam lesões sérias.
Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.
A lei diz
Espécie exótica invasora listada em Portugal e em Espanha. Não se planta, não se propaga e não se transportam raquetas.
Onde aparece
Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.
Fontes
Comunidade
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