Cenoura-brava
Daucus carota
Família · Apiaceae · Inofensiva
Lê isto antes da ficha
Esta planta, ou uma que se parece com ela, é perigosa. Identificar não é autorizar: nenhuma app tem autoridade para te dizer que podes comer ou tocar numa planta.


A avó silvestre da cenoura de horta, e a umbelífera branca mais comum das bermas portuguesas. É também a que obriga a saber distinguir umbelíferas, porque partilha o chapéu branco com a cicuta e com o embude.
Bermas e baldios · Campos e pastagens · Cidade e estrada · Duna e areal
Também conhecida porcenoura-silvestre, ninho-de-pássaro, cenoureira-brava
Como se distingue
Três sinais, e convém que batam os três. Primeiro: o caule é peludo e áspero ao passar a mão, e não liso. Segundo: por baixo do chapéu há um colar de brácteas verdes muito divididas, como pequenas penas, que mais nenhuma umbelífera nossa tem tão marcado. Terceiro: a raiz esmagada cheira a cenoura. Muitas plantas têm ainda uma florinha vermelho-escura solitária no centro do chapéu, e o chapéu fecha-se em ninho ao secar.
Com o que se confunde
Cicuta
Conium maculatum
Esta é a confusão que mata, e resolve-se com a mão e com o nariz. Passa a mão no caule: a cenoura-brava é peluda, a cicuta é lisa e tem manchas arroxeadas. Cheira: cenoura contra rato. E a cicuta não tem o colar de brácteas divididas por baixo do chapéu.
Ver ficha →Embude
Oenanthe crocata
O sítio separa-as quase sempre: a cenoura-brava cresce em seco, o embude com os pés na água. E os folíolos do embude são largos e recortados como salsa grande, não em fios finos.
Ver ficha →Para que serve
A raiz do primeiro ano foi comida cozida antes de existir a cenoura de horta, e as sementes usaram-se como especiaria. Hoje o interesse é sobretudo botânico: é a espécie de onde a cenoura laranja foi domesticada, na Holanda do século XVII.
Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.
Com usos tradicionais documentados. Não é indicação terapêutica nem dose.