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Cavalinha-maior

Equisetum telmateia

Família · Equisetaceae · Intoxica

TóxicaUso tradicional

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Esta planta, ou uma que se parece com ela, é perigosa. Identificar não é autorizar: nenhuma app tem autoridade para te dizer que podes comer ou tocar numa planta.

Emergência
Cavalinha-maior (Equisetum telmateia)Cavalinha-maior (Equisetum telmateia)
Daniel Kraft, CC BY-SA 3.0 · Daniel Kraft, CC BY-SA 3.0

A maior cavalinha da Europa, que faz bosques em miniatura de hastes brancas com rodas de ramos verdes finos, em taludes onde a água escorre. É uma planta com trezentos milhões de anos de desenho.

Onde cresce

Ribeiros e valas · Carvalhal · Bermas e baldios

Também conhecida por

rabo-de-cavalo-grande, erva-pinheirinha, milheira

Em flor

Como se distingue

Caule estéril branco-marfim ou muito pálido, oco e sulcado, com rodas de ramos verdes, finos e horizontais em cada nó, o que lhe dá aspecto de pequeno pinheiro. No inverno saem primeiro hastes férteis castanhas e sem ramos, acabadas num cone de esporos. Nunca faz flor.

Com o que se confunde

Cavalinha

Equisetum ramosissimum

Confusão inócua

A cavalinha comum é verde, mais fina e ramifica-se de forma irregular; a maior tem o caule principal branco e grosso e os ramos em rodas perfeitas e regulares. Ambas têm tiaminase.

Para que serve

Muito usada em infusão tradicional para os rins e ainda hoje vendida. Não é planta inócua: contém tiaminase, que destrói a vitamina B1, e o uso prolongado causou carências graves em animais e há casos descritos em pessoas. A sílica do caule serviu para polir madeira e estanho, e nisso é insubstituível.

Com usos tradicionais documentados. Não é indicação terapêutica nem dose.

Onde aparece

Península Ibérica
Açores
Madeira

Cada quadrado é uma zona com registos de observação desta planta. O fundo mais claro é o conjunto de zonas onde alguma das fichas foi observada, e serve de referência. Atenção ao que isto não é: não é a área onde a planta vive, é onde há gente a registá-la, por isso os trilhos e as cidades aparecem sempre mais cheios do que a serra. Dados do GBIF.

Fontes

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