Acelga-brava-da-madeira
Beta patula
Família · Amaranthaceae · Inofensiva


A acelga selvagem que só existe nos ilhéus da Madeira e do Porto Santo, uma das plantas mais ameaçadas da Europa e antepassada silvestre da beterraba de horta.
Duna e areal · Muros e pedras
Também conhecida porbeta-selvagem-da-madeira, acelga-das-ilhéus
Como se distingue
Planta carnuda e deitada, com folhas em losango ou triângulo, brilhantes e um pouco onduladas, muitas vezes tintas de vermelho. Espigas compridas de flores verdes minúsculas sem pétalas, agrupadas em pequenos molhos ao longo do eixo. Cresce só em ilhéus e rochas costeiras batidas pelo mar. Distribuição: endemismo da Madeira.
Com o que se confunde
Acelga-brava
Beta vulgaris subsp. maritima
São quase iguais e a acelga-brava também é comestível. A da Madeira só cresce em ilhéus e rochas batidas pelo mar, e está em perigo crítico: a diferença que interessa não é botânica, é legal. Se estás num ilhéu da Madeira, não se colhe.
Para que serve
Nenhum a incentivar, apesar de ser comestível como as outras acelgas selvagens. Está em perigo crítico e restrita a meia dúzia de ilhéus, e o valor real dela é genético: guarda variação que pode um dia salvar a beterraba de cultura de uma doença.
Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.
A lei diz
Espécie prioritária da Directiva Habitats e em perigo crítico. Não se colhe de forma nenhuma.