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Acelga-brava-da-madeira

Beta patula

Família · Amaranthaceae · Inofensiva

ComestívelProtegida
Acelga-brava-da-madeira (Beta patula)Acelga-brava-da-madeira (Beta patula)
Nóbrega H, Freitas G, Zavattieri MA, Ragonezi C, Pinheiro de Carvalho MÂA (2021) Structure and floristic composition associated with an endangered species Beta patula Aiton (Amaranthaceae) in the Islands of Madeira Archipelago. Biodiversity Data Journal 9: e61091., CC BY 4.0 · Flora Danica (1761–1883) – scientific and artistic contributors: Botanical authors: Jens Wilken Hornemann (1770–1841) Johan Martin Christian Lange (1818–1898) Frederik Michael Liebmann (1813–1856) Otto Frederik Müller (1730–1784) Georg Christian Oeder (1728–1791) Martin Vahl (1749–1804) Artistic contributors: Michael Rössler – chief artist (fascicles 1–3) Christian F. Müller – artist and engraver Johan Adolph Kittendorff – engraver Johan Theodor Bayer – artist Martin Rössler – artist Christian Gottlieb Kratzenstein – artist Various anonymous colourists and assistants, Public domain

A acelga selvagem que só existe nos ilhéus da Madeira e do Porto Santo, uma das plantas mais ameaçadas da Europa e antepassada silvestre da beterraba de horta.

Onde cresce

Duna e areal · Muros e pedras

Também conhecida por

beta-selvagem-da-madeira, acelga-das-ilhéus

Em flor

Como se distingue

Planta carnuda e deitada, com folhas em losango ou triângulo, brilhantes e um pouco onduladas, muitas vezes tintas de vermelho. Espigas compridas de flores verdes minúsculas sem pétalas, agrupadas em pequenos molhos ao longo do eixo. Cresce só em ilhéus e rochas costeiras batidas pelo mar. Distribuição: endemismo da Madeira.

Com o que se confunde

Acelga-brava

Beta vulgaris subsp. maritima

Confusão inócua

São quase iguais e a acelga-brava também é comestível. A da Madeira só cresce em ilhéus e rochas batidas pelo mar, e está em perigo crítico: a diferença que interessa não é botânica, é legal. Se estás num ilhéu da Madeira, não se colhe.

Para que serve

Nenhum a incentivar, apesar de ser comestível como as outras acelgas selvagens. Está em perigo crítico e restrita a meia dúzia de ilhéus, e o valor real dela é genético: guarda variação que pode um dia salvar a beterraba de cultura de uma doença.

Usada tradicionalmente como alimento. Não é uma autorização para comer.

A lei diz

Espécie prioritária da Directiva Habitats e em perigo crítico. Não se colhe de forma nenhuma.

Fontes